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	<title>Portal da Energia &#187; Portal Energias Renováveis</title>
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	<description>Geopolítica da Energia, GeoDireito, Geopolítica Financeira, Bioética da Energética.</description>
	<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 11:34:11 +0000</pubDate>
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		<title>Dossier: As energias renováveis e o impacto na economia mundial</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 16:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Energias Renováveis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geopolítica da Energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós já ouvimos falar no “…dá-lhe uma cana de pesca e ensina-o a pescar…” em oposição a “…dá-lhe peixe para comer…” como sendo uma metáfora de que é muito mais interessante aprender a resolver os problemas do que a ter a solução na mão sem qualquer esforço. As energias renováveis permitem a todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós já ouvimos falar no “…dá-lhe uma cana de pesca e ensina-o a pescar…” em oposição a “…dá-lhe peixe para comer…” como sendo uma metáfora de que é muito mais interessante aprender a resolver os problemas do que a ter a solução na mão sem qualquer esforço. As energias renováveis permitem a todas as comunidades agir de acordo com o ecossistema em que estão inseridos. O conceito de desenvolvimento sustentável pode resumir-se no seguinte conceito: não usar o que não temos. Esta forma de pensar levanta grandes questões aos padrões de vida actuais em que estamos habituados a viver independentemente do ecossistema que nos rodeia. O facto de passarmos a utilizar os recursos energéticos que nos rodeiam, apostando na descentralização, no equilíbrio ecológico, respeito pelo meio ambiente e sustentabilidade (por oposição a monopólios e a centralização) são a aposta clara para podermos viver em verdadeira harmonia. As energias renováveis caracterizadas no seu todo englobam: solar fotovoltaico e térmico; eólica; biomassa e biocombustíveis; hídrica; oceano, ondas e marés; geotermia. Todas estas fontes de energia existem em diferentes proporções no planeta Terra e o uso delas todas constitui a fórmula para que possamos aproveitar a energia disponível em cada ecossistema sustentavelmente. Desde calor, electricidade, passando por força motriz e indo mesmo ao armazenamento temos tudo o que necessitamos. Grande parte dos problemas mundiais da humanidade actualmente foram criados por nós próprios e a solução afigura-se algo complexa no mundo actual com todos os seus vícios. As Energias Renováveis e o seu uso resolverão grande parte dos problemas nos chamados países em desenvolvimento, porque poderão ter energia disponível com base nos seus recursos e não nos recursos dos países desenvolvidos (sejam eles tecnológicos ou mesmo em matérias primas). O seu desenvolvimento será à medida das suas necessidades versus disponibilidade. A verdadeira “cana de pesca” é ensinar “como construir uma cana e quais os princípios básicos”!</p>
<p>Portugal é um país abençoado: ameno, com amplos recursos solares, eólicos, em biomassa, hídricos, de marés, do oceano e mesmo geotérmicos. No entanto somos totalmente dependentes dos combustíveis fósseis, para lá da grande hídrica – apenas válida na componente de produção de electricidade – e não apostámos em qualquer outra forma de energia renovável para lá dos diversos mini projectos de investigação que existem. Recentemente a energia eólica saltou para os jornais como campeã das renováveis a par do solar fotovoltaico e dos biocombustíveis. No entanto a abordagem tem sido economicista e portanto todo o investimento tem vindo de fora com os dividendos a não ficarem em Portugal, nem o know how associado. Os portugueses não têm qualquer relação com as renováveis e os grandes problemas da nação actualmente: aumento do preço dos combustíveis fósseis (todos estão indexados ao petróleo), desemprego, aumento do custo de vida podiam todos ter uma resposta diferente caso o investimento nos recursos nacionais tivesse sido feito a par de formação de quadros nestas áreas.</p>
<p>Mesmo neste panorama sombrio as Energias Renováveis começam a fazer parte do léxico dos portugueses. Os “painéis solares” no Alentejo, “as ventoinhas” na zona do oeste e norte do País são já citados por muitos, mas vejamos a real evolução da produção de energia eléctrica de acordo com a DGEG:</p>
<p>O crescimento eólico deu-se de pouco menos de 100 MW de potência instalada em 2000 para mais de 2000 MW em finais do ano de 2007, isto significa um aumento de 20 vezes em apenas 20 anos. O fotovoltaico de 1,2 MW para 14,5 MW, em 7 anos quase 14 vezes.</p>
<p>Mas temos de ir aos menos falados: biomassa sem co-geração de 8 para 24, 3 vezes em 7 anos, biogás de 1 para 12,4, 12 vezes. Comparemo-nos com a Europa:</p>
<p>Estamos perto do topo e devemos estar contentes, mas pense-se em quantos de nós estiveram e estão ligados ao sector das renováveis; Que o consumo energético não é electricidade apenas; Quantos colectores solares térmicos temos instalados no nosso país? Que uso fazemos da geotermia? Porque continuamos a negligenciar as ondas do nosso mar? E as marés? Fala-se também no aumento da fome e escassez de alimentos (cereais) a nível mundial e uma das formas de energia renovável – os biocombustíveis – estão na sua origem, mas se observarmos o que se passa na realidade vemos que os países desenvolvidos querem irredutivelmente continuar agarrados aos seus estilos de vida e os pobres têm de ver o seu milho e outras culturas alimentares serem utilizadas para produzir combustível para os automóveis dos norte-americanos e europeus. Mais uma vez o desenvolvimento sustentável é um slogan e não um estilo de vida. Pode custar, mas temos de ser capazes de perceber que existem limites!</p>
<p>Tecnologicamente precisamos de evoluir, necessitamos de nos especializar e crescer numa vertente de independência e sermos capazes de nos sustentar e progredir em termos da nossa qualidade de vida.   Ou seja podemos resolver o nosso problema com os nossos recursos e ao mesmo tempo poder ter algo em que podemos exportar conhecimento e tecnologia, bem como partilhar a nossa experiência com outros povos.</p>
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		<title>Dossier: Biomassa</title>
		<link>http://www.energiasportal.com/2008/12/dossier-biomassa/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Portal Energias Renováveis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geopolítica da Energia]]></category>

		<category><![CDATA[Total]]></category>

		<category><![CDATA[Biomassa]]></category>

		<category><![CDATA[Energia Química]]></category>

		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>

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		<description><![CDATA[A palavra biomassa explica quase imediatamente o seu significado: massa biológica. E do que falamos quando nos referimos a biomassa: “todos os materiais orgânicos não fósseis que contém energia química intrínseca”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Introdução</strong><br />
A palavra biomassa explica quase imediatamente o seu significado: massa biológica. E do que falamos quando nos referimos a biomassa: “todos os materiais orgânicos não fósseis que contém energia química intrínseca”. Porquê energia química? Todos nos lembramos de aprender na escola o que significa a fotosíntese:</p>
<p>CO2 + H2O + luz + clorofila = CH2O + O2</p>
<p>As plantas ao receberem luz, água e dióxido de carbono produzem conjuntamente com a clorofila (substância vegetal) hidratos de carbono e oxigénio (durante a noite, na ausência de luz passa-se um processo inverso, em que as plantas consomem oxigénio e libertam dióxido de carbono). Sendo assim os materiais orgânicos não fósseis que contenham carbono no seu interior são considerados biomassa: vegetação terrestre e marinha, árvores, resíduos florestais e agrícolas, resíduos urbanos e alguns industriais, esgotos sólidos e dejectos animais (estrume).</p>
<p><strong>Energia renovável?</strong><br />
Antes de responder a esta pergunta, necessitamos de perceber qual a quantidade de energia que existe na biomassa. Seguindo o raciocínio anterior, a quantidade de carbono dará essa quantificação. Por cada mole (grama) de carbono fixado, cerca de 470 KJ são absorvidos.<br />
Que parte dessa energia provém do Sol? No máximo cerca de 8 a 15%, no entanto na maioria dos casos não passa de 1%. Se está a começar a ter dúvidas que a biomassa seja um recurso energético interessante, pense na quantidade de lixo que faz por ano, bem como na quantidade de resíduos florestais, na quantidade de estrume produzido pela criação de animais para abate e por último nas extensões dos campos agrícolas. É bastante!</p>
<p>Estima-se que o recurso biomassa passível de ser utilizado seja cerca de 100 vezes maior que as necessidades energéticas mundiais!</p>
<p>Respondendo então à questão: a biomassa é um recurso renovável se o seu consumo não for superior à sua reposição. Pense numa floresta e vá retirando árvores a um ritmo maior do que as repõe, o recurso não é renovável. Se por outro lado o consumo da matéria florestal, que liberta CO2 for acompanhado de replantação de nova matéria florestal, o CO2 libertado vai ser absorvido no crescimento da árvore, encerrando o ciclo do CO2, sem aumentar a sua concentração na atmosfera.<br />
Este raciocínio aplicado aos resíduos urbanos, esgotos sólidos, estrume e alguns resíduos industriais não é válido, a não ser que a utilização dessa biomassa seja feita em conjunto com a florestação, o que não é o caso nas cidades, mas pode ser numa quinta. Qual a solução utilizada? A digestão anaeróbia, sem oxigénio, dos resíduos orgânicos liberta um gás – biogás – rico em metano, que pode ser convertido em metanol ou usado nessa forma. Neste caso temos um gás proveniente de um recurso não reutilizável e com potencial energético de substituir gases provenientes de compostos fósseis (em algumas aplicações) como o gás natural. No caso do estrume, o biogás é libertado imediatamente para a atmosfera, sendo aconselhável o seu armazenamento, evitando assim o aumento de GEE (gases de efeito estufa) na atmosfera.</p>
<p>Para acabar este tema, deve-se falar no etanol, que pode ser obtido a partir da fermentação de algumas culturas agrícolas como o milho e nos bio-diesel, provenientes do girassol – óleo de girassol, beterraba – óleo de colza e outros, que podem funcionar como aditivos à gasolina normal, sem prejudicar o motor e contribuindo para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis.</p>
<p><strong>Tecnologias energéticas</strong><br />
Sem querer repetir o que apresentamos no nosso site referente à biomassa e às suas aplicações, abordaremos muito sucintamente o que existe já como passível de ser utilizado:</p>
<p>- recursos vegetais para aquecimento e produção de energia em regime combinado como lenha e resíduos florestais como as pinhas. Os peletes são pequenos concentrados de madeira, altamente energéticos, que podem ser usados a nível residencial para aquecimento central e de água sanitárias, como apoio ao solar, por exemplo. Esta solução é já comercializada na Alemanha, Suíça e Áustria (pelo menos).</p>
<p>- centrais de compostagem (digestão anaeróbia) – instaladas em aterros para a produção de biogás, podendo este ser usado na produção de electricidade por um processo semelhante ao da cogeração com gás natural. O aterro tem de ser tapado, devidamente isolado e com pequenas “chaminés” onde o biogás é recolhido. Em Portugal estava projectada uma central deste tipo como projecto piloto na Valorsul (desconhecemos o estado actual do projecto).</p>
<p>- biodigestores associados a locais de criação de animais para abate para aproveitamento de biogás, sendo este transformado na sua forma líquida, passível de ser usado como combustível. Este caso é de excepcional utilidade, porque os dejectos animais não precisam de sofrer digestões anaeróbias para produzir biogás. A libertação deste gás directamente para a atmosfera implica a libertação de metano, o que é ainda pior que o CO2.</p>
<p>- culturas energéticas como complemento agrícola – (óleo de) girassol, colza (beterraba), soja, milho (etanol) entre outras. Esta possibilidade garante ao agricultor um segundo retorno financeiro para além do agrícola e pode mesmo salvar o ano quando em termos agrícolas a colheita for de fraco rendimento. Foi bastante utilizado no Brasil, levando mesmo à inversão deste conceito com péssimas consequências. O equilíbrio é sempre a chave do sucesso!</p>
<p><strong>Panorama nacional</strong><br />
Não temos boas notícias, infelizmente! Pouco ou nada tem sido feito a nível local e regional para implementar soluções integradas com base nos recursos e necessidades próprias de cada região. A questão dos resíduos urbanos tem sido muito discutida nos meios de comunicação, mas ouviu-se apenas falar na co-incineração, tendo sido referido a reciclagem muito marginalmente. A co-incineração deve ser vista como último passo, depois da reciclagem e da eventual produção de biogás. Lembremo-nos que não temos nenhum recurso fóssil endógeno, mas produzimos toneladas de lixo por ano. A co-incineração é útil, mas deve ser encarada como parte de uma estratégia e não como a estratégia.<br />
Possivelmente o único aparente avanço foi o concurso de 15 centrais de produção de energia eléctrica com base na Biomassa.</p>
<p>A nível das suiniculturas, vacarias, aviários e outras explorações de animais para abate, existem um grande número de biodigestores, mas ainda com pouco ou nenhum enquadramento geral dentro da política energética nacional. Refira-se ainda que os efluentes provenientes de um biodigestor são estrume de muito melhor qualidade que o estrume inicial.</p>
<p>A lenha, que representa cerca de 6% do total de fontes de energia primária a nível nacional, pensa-se ter na realidade um peso de 12%, já que muito do abate florestal é feito fora dos circuitos comerciais. Os peletes circulam no nosso mercado, mas a solução híbrida peletes/solar ou peletes/gás não é usada e mais uma vez tratam-se ainda de tecnologias marginais e mal conhecidas pelo comum cidadão português.</p>
<p>Estamos a falar de um recurso abundante no nosso país, que se devidamente utilizado, geraria empregos, resolveria parte do problema dos resíduos urbanos, valorizando-os, e diminuiria a nossa dependência de combustíveis fósseis.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong><br />
- www.bera1.org (Biomass Energy Research Assiciation)<br />
- www.energyquest.ca.gov<br />
- Collares Pereira, Manuel – 1998, Energias renováveis, a opção inadiável. SPES – Sociedade Portuguesa de Energia Solar.</p>
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