A Petrobras não possui posição comprada ou vendida no mercado de derivativos de câmbio
Existem várias estratégias, que valem de derivativos, utilizadas pelas empresas para se posicionar frente a esses riscos. Tem-se hedge de venda quando a operação requer uma posição vendida em contratos futuros e é apropriada quando o hedger possui o ativo e espera vendê-lo no futuro. Se a tendência for uma elevação do preço do petróleo, um hedge de venda será adequado para que uma empresa produtora, por exemplo, assegure suas margens.
Por outro lado, quando se assume uma posição comprada num contrato futuro tem-se um hedge de compra, e neste caso a empresa tem de adquirir determinado ativo no futuro e deseja travar um preço presente. Um hedge de compra será apropriado para uma empresa consumidora de derivados de petróleo em caso de alta desses derivados. Na teoria um hedge perfeito é aquele que elimina completamente o risco, entretanto existem vários motivos pelos quais o hedge com futuros não é tão perfeito :
1. O ativo cujo preço é hedgeado poderá não ser exatamente o mesmo que referencia o contrato futuro;
2. O hedger poderá não saber com certeza a data exata em que o ativo será comprado ou vendido;
3. A estratégia pode exigir que o contrato futuro seja encerrado bem antes de sua data de vencimento.
Esses problemas dão origem ao risco de base. Em uma situação de hedge, a base é definida como a diferença entre o preço a vista a ser hedgeado e o preço futuro do contrato utilizado. Os contratos negociados no mercado de balcão possuem um risco de base menor que os transacionados em bolsas. No mercado OTC é possível negociar os termos dos contratos e diferenciais de preços, permitindo redução do risco de base. O risco de preço nas indústrias de petróleo é naturalmente associado com o estágio de produção de cada participante. Algumas companhias integram verticalmente suas operações desde a exploração até a venda final para eliminar os riscos de preço que possam surgir no estágio intermediário do processamento.
Por exemplo, para um produtor integrado, o aumento nos preços de óleo cru comprado por sua refinaria será compensado pelo lucro na venda de produtos refinados. Outras companhias de menor porte, usualmente, não tem operações integradas. Produtores independentes querem proteção contra preços baixos de óleo cru que eles vendem para instalações de armazenamento e clientes que estão preocupados com preços altos. Nesta etapa, fornecedores e compradores podem dividir o risco para aliviar suas preocupações. Eles tipicamente complementam futuros e opções transacionados em bolsas com mercados de balcão para gerenciar seus riscos de preço. Hoje, existem derivativos específicos para a cadeia produtiva do petróleo. Cada contrato cobre um tipo de estratégia necessária para cada etapa da produção, e também para corrigir a alta sazonalidade a que esta commodity está sujeita. Abaixo explicamos alguns destes contratos.
Contratos Crack Spread
Na indústria de petróleo, os gerenciadores das refinarias estão mais preocupados com a diferença entre seus preços de custo e venda do que sobre o nível de preços em si. Os lucros dos refinadores estão ligados diretamente aos spreads, ou a diferença entre o preço de óleo cru e os preços dos produtos refinados. Uma forma em que o refinador poderia garantir ou assegurar algum spread seria de comprar futuros de óleo cru e vender futuros de gasolina, por exemplo. Ambas as estratégias são complexas, e requerem que o hedger tenha lastro, ou margem na bolsa para ambas as operações.
Para aliviar esta carga, em l994 a NYMEX lançou o contrato crack spread. Ela trata as compras de crack spread ou vendas de futuros múltiplos com um simples contrato, com a finalidade de reduzir a margem de exigência (margin requirement) dos operadores. O contrato de crack spread ajuda refinadores a travar, simultaneamente, um preço de óleo cru, diesel e gasolina, estabelecendo uma margem fixa de refinamento.

