A Petrobras não possui posição comprada ou vendida no mercado de derivativos de câmbio
A Petrobras divulgou comunicado hoje para informar que não possui posição comprada ou vendida no mercado de derivativos de câmbio. A empresa destacou que possui ativos e passivos no exterior, que estão sujeitos a variação cambial, mas que o saldo líquido é positivo, o que faz com que ela tenha um ganho contábil com a alta do dólar.
No mercado de derivativos petróleo, a perda atual é de US$ 40 milhões. Segundo a nota, em 30 de junho a Petrobras tinha ativos referenciados em dólar no valor de R$ 26,9 bilhões e passivos de R$ 18,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de R$ 7,7 bilhões. Existem cinco tipos de riscos que as empresas, de um modo geral, enfrentam no seu dia-a-dia:
1. Risco de mercado: choques de oferta e demanda que afetam preços, mudança inesperada da taxa de juros, taxa de câmbio, preço de estoque e preço de commodity;
2. Risco de crédito /inadimplência: risco de uma perda proveniente da falha da contraparte em liquidar um contrato derivativo;
3. Risco operacional: falhas de equipamento e de sistema, fraude;
4. Risco de liquidez: incapacidade de comprar ou vender commodities nos preços cotados;
5. Risco político: novas regulamentações, expropriações.
No caso das companhias de petróleo, refinarias e distribuidoras, como conseqüência da alta volatilidade nos preços de desta commodity o risco de mercado – mais especificamente o risco de preço – é o mais relevante. À medida que os preços variam em função de mudanças significativas e rápidas na oferta e demanda, a volatilidade aumenta, o que gera maior dificuldade para uma tomada de decisão eficiente por parte das empresas e tornam mais arriscados investimentos em plantas de produção e outros projetos.
Os agentes econômicos, possuem alta capacidade de projetar com precisão a produtividade de novos poços de petróleo ou a possibilidade de falhas operacionais das refinarias, mas no tocante a preços, a experiência mostra que essa precisão dá lugar a insegurança. Ao mesmo tempo, a diversificação, contratos de longo prazo, administração de estoques e seguros são técnicas que funcionam em níveis operacionais diversos, mas também não são completos para lidar com a prevenção de prejuízos oriundos de grandes variações de preço. Quando os preços dos energéticos caem, também diminui o valor de mercado das empresas, que não conseguem caixa para suas operações e consequentemente podem falhar em honrar seus significativos compromissos de longo prazo. Entretanto, dada a importância da energia para a competitividade econômica e para todos os consumidores, de forma geral, quando os preços sobem, os governos podem entrar em ação para proteger os consumidores. Portanto, o risco de mercado para estas commodities é uma variável estratégica muito relevante, e por isso os derivativos tornaram uma maneira ampla e relativamente barata para administrar os riscos que surgem da alta volatilidade dos preços do petróleo e demais energéticos. Eles permitem que haja uma transferência deste risco para aqueles agentes econômicos que tem capacidade para absorvê-lo ou que podem lucrar com ele.

